A cada 100 produtos, 13 estão em falta nas prateleiras dos supermercados
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Quem está acostumado a ir ao supermercado certamente já se deparou com a situação de não encontrar nas prateleiras algum produto da lista de compras. A falta de um item ou outro, entretanto, tomou fôlego com a crise.
Pesquisa da empresa NeoGrid aponta que, a cada 100 produtos, 13 estão em falta nas gôndolas, número 62,5% superior à média de 2013 e 2014, anos anteriores ao agravamento da instabilidade econômica. Nesse período, o índice de ruptura (de falta de produtos) era de 8%, ou seja, em uma listagem de 100 itens, oito não eram encontrados nos supermercados do país.
O resultado do estudo, realizado em mais de dez mil estabelecimentos Brasil afora e referente ao mês de janeiro deste ano, mostra, segundo o diretor de relacionamento com o varejo da NeoGrid, Robson Munhoz, os reflexos da crise e da desconfiança do mercado e dos consumidores, que acabam tendo dificuldades de encontrar, principalmente, produtos alimentícios e de limpeza.
Ele cita alguns fatores que contribuíram para determinadas mercadorias desaparecerem do portfólio dos varejistas, como a mudança de hábitos das famílias, que reduziram as refeições fora de casa, o que pode ter aumentado a demanda de compra de determinados alimentos.
Outra justificativa é de que com a redução do ritmo produtivo no segmento industrial, algumas fábricas não conseguiram atender a 100% dos pedidos.
“Somado a isso, tem a questão dos aumentos dos custos. Quando a indústria eleva o preço de um produto, o supermercadista demora mais tempo para tomar a decisão se vai comprar ou não aquela mercadoria e aí passa a fazer negociações, o que pode implicar no tempo que esse item vai levar para chegar aos supermercados”, diz Munhoz, ao ponderar que mesmo com o aumento da ruptura, o Brasil está longe de viver uma situação de desabastecimento.
O diretor da NeoGrid cita também as ações promocionais comuns a esse período, que acabam estimulando a venda e fazendo com que os estoques acabem mais rapidamente. Fora isso, existe a migração por parte dos consumidores de um produto tradicional para uma marca alternativa, o que pode fazer cair uma demanda e levar os empresários a mudarem o seu mix de produtos.
O superintendente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Hélio Schneider, enfatiza que a falta de determinados produtos é pontual e que, muitas vezes, acontece por uma ausência de planejamento. “Pode acontecer, ainda, uma mudança do mix de produtos por uma questão de demanda, mas não por um problema produtivo”.
Fonte: Gazeta Online

 

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