BHP e Vale dão fim a impasse sobre retomada da Samarco
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O impasse entre as donas da Samarco, que impedia a mineradora de iniciar seu plano para retomada das atividades, chegou ao fim. Segundo o presidente da Vale, Murilo Ferreira, o desalinhamento com a sócia BHP foi superado. “Fizemos progressos intensos nas últimas semanas. Superamos os obstáculos que afetavam o futuro da Samarco”, disse em coletiva no Palácio Anchieta nesta segunda-feira, após reunião com o governador Paulo Hartung.
Ferreira explica que a Samarco, independente da divergência entre as suas proprietárias, tem negociado com a Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais um novo sistema para depósito dos rejeitos. A proposta é usar a Cava de Alegria Sul, em processo de licenciamento ambiental. No entanto, a alternativa daria capacidade produtiva de no máximo dois anos e meio por isso é vista como um meio temporário.
Para o longo prazo, a saída mais viável para a Samarco seria usar a Cava de Timbopeba, uma mina da Vale já exaurida, para descartar os rejeitos de minério. A BHP defendia a manutenção do sistema de barragens usado pela Samarco.

Contar com a estrutura da Vale dará à Samarco, além dos dois anos e meio, no mínimo mais onze anos de produção. “No caso das cavas, você retira o minério e preenche com os rejeitos. O processo de licenciamento é mais seguro. Não levará um tempo muito grande. É imprudente dizer a data para retomada, pois dependemos de uma série de autorizações. Mas posso assegurar que isso ocorra antes do final do ano que vem”.

CAVA DE ALEGRIA SUL
A área era utilizada para a extração do minério de ferro. A Cava não possui conexão física com a área de barragens do Complexo de Germano, do qual fazia parte a barragem de Fundão, onde ocorreu o rompimento.
Além de utilizar uma cavidade já existente no solo, a estrutura contará ainda com um dique feito em solo compactado, técnica construtiva das usinas hidrelétricas para armazenamento de água, resultando em uma capacidade de armazenamento de 17 milhões de metros cúbicos de rejeitos.
A disposição de rejeitos na Cava tem a anuência do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), autarquia federal vinculada ao Ministério de Minas e Energia

Fonte: A Gazeta
 

 

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