Brasil desencanta, goleia Dinamarca, e se classifica em primeiro no grupo
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Sabe aquela Seleção que não fazia gols? Marcou quatro. E o time que jogava mal e estava prestes a ser eliminado? Agora tem a melhor defesa da Olimpíada e está nas quartas de final. Mas... e as vaias? Na Fonte Nova, foram ouvidas só quando a Dinamarca tinha a bola. Tudo mudou e, enfim, o Brasil "estreou" na Rio-2016. Com grande atuação e goleada por 4 a 0, em Salvador, a equipe canarinho deu mostras de que, sim, pode brigar pelo inédito ouro olímpico.

 
Mais do que alterações táticas ou melhora em fundamentos técnicos, a grande mudança do Brasil na noite desta quarta-feira foi a sinergia entre jogadores e torcida. Se nos dois jogos em Brasília criou-se um ciclo vicioso de pressão das arquibancadas e futebol ruim que só crescia com o passar do tempo, na capital baiana o "axé" foi outro. Mesmo não marcando o gol no início, a Seleção teve o apoio das arquibancadas e demonstrou que sentiu isso. Quando a rede finalmente balançou, aí as bolas entraram aos montes e houve até grito de "o campeão voltou".
 
As trocas de Rogério Micale também surtiram efeito O emocional teve um peso enorme na reação, mas o treinador teve sua parcela de importância. Ele decidiu sacar Felipe Anderson e escalar Luan, deixando o Brasil com quatro atacantes. Neymar ficou mais centralizado, com os outros três homens de frente atrás dele, num 4-2-3-1 em que todo mundo se mexia quando o time tinha a posse de bola.
 
Gabigol foi o responsável por abrir e fechar a porteira. Jesus, depois de perder diversas chances nesta e em outras partidas, desencantou. Luan também marcou o dele. E Neymar? Não é justo dizer que o camisa 10 passou em branco. O gol não saiu, mas o capitão teve grande atuação, distribuindo dribles e bons passes. O reconhecimento veio com abraço apertado de Micale no fim do jogo...
 
A mudança, tão esperada, veio. Que fique! Faltam três passos para o sonho dourado.
 
FICHA TÉCNICA
Dinamarca 0 x 4 Brasil
Dinamarca: Hojbjerg; Puggaard (Kasper Larsen), Gregor, Gomes e Blabjerg; Borsting (Rasmussen), Maxso, Jonsson e Vibe; Bruun Larsen e Brock-Madsen (Skov). Técnico: Niels Frederiksen
Brasil: Weverton; Zeca (William), Marquinhos (Luan Garcia), Rodrigo Caio e Douglas Santos; Renato Augusto (Rodrigo Dourado) e Walace; Gabigol, Luan e Gabriel Jesus; Neymar. Técnico: Rogério Micale
Local: Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Gols: Gabigol, aos 25, e Gabriel Jesus, aos 40 minutos do 1º tempo; Luan, aos 5, e Gabigol, aos 36 minutos do 2º tempo
 
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