Brasil empata com o Iraque e vê rival sair aplaudido por torcida
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O nervosismo misturado a ideias que não funcionaram novamente fizeram a seleção masculina de futebol empacar pelo segundo jogo seguido em Brasília, pelos Jogos Olímpicos. Na noite deste domingo (7), debaixo de muitas vaias e diante de um público impaciente, a equipe brasileira ficou no 0 a 0 contra o Iraque. "Olê, olê, olá, Marta, Marta!", cantaram os torcedores na noite deste domingo, no Mané Garrincha.

Ao contrário do que previa Micale, a ansiedade que atrapalhou na estreia voltou a dificultar a vida brasileira. Em falha de Weverton em saída de bola, o Iraque chegou a acertar a trave em antecipação de Abdul-Raheem logo aos 11 minutos do primeiro tempo. Foi um balde d'água fria na pressão inicial da seleção olímpica, que não conseguiu acertar mais do que uma triangulação pela direita.
Para completar, ainda sobrava nervosismo. Em falta na intermediária, Thiago Maia recebeu cartão amarelo, chegou ao seu segundo e está suspenso da próxima partida. Neymar e Gabriel Jesus, por sua vez, discutiam o tempo todo com os iraquianos. A faísca de talento vinha dos pés de Gabigol.
O atacante do Santos chamou mais uma vez a responsabilidade. Procurava o jogo, distribuía passes e abria a defesa adversária com suas canetas. Foram três somente no primeiro tempo. O suficiente para colocar o Brasil de volta na partida e trazer consigo os mais de 60 mil torcedores no Mané Garrincha.
 
Gabriel Jesus teve duas chances, Zeca invadiu a área e parou no goleiro, Renato Augusto acertou o travessão enquanto que Neymar quase marcou em cobrança de escanteio. Pressão intensa, mas não livrou o time das vaias na saída para o intervalo.
 
Em seu retorno, uma mudança: Luan no lugar de Felipe Anderson. Micale partia para tudo ou nada com quatro atacantes na frente. Não funcionou. Em nova atuação ruim, Gabriel Jesus destoava dos demais e acabou sendo substituído para a entrada de Rafinha, do Barcelona, Cabisbaixo, o atacante do Palmeiras deixou o campo sob forte vaia.
 
A torcida se virou de vez contra o Brasil e passou a vibrar com as chegadas do Iraque. Para piorar, passou ainda a vaiar cada toque na bola de Renato Augusto. Momento tenso. Não bastasse isso, a equipe ainda sofria com a cera do Iraque.
 
Resignado, o treinador Micale passou praticamente todo o segundo tempo dentro do banco de reservas e não ia até a área técnica. Foi o retrato de uma seleção que prometia demais, porém, não entregou absolutamente nada até aqui. Um torcedor ainda invadiu o gramado nos minutos finais. 
 
Sem fazer nem sofrer gols, o Brasil passa de favorito até o início da competição a conviver com o risco de eliminação real no Grupo A. Quando enfrentar a Dinamarca na quarta (10), em Salvador, o time de Rogério Micale estará na vice-liderança, com só dois pontos, empatado com o Iraque em todos os critérios. Se enfim vencer, avança. Qualquer outro resultado deve ser fatal.
 
FICHA TÉCNICA
 
Brasil 0 x 0 Iraque
 
Brasil: Weverton; Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos (William); Thiago Maia, Renato Augusto e Felipe Anderson (Luan); Gabigol, Gabriel Jesus (Rafinha) e Neymar. Técnico: Rogério Micale
 
Iraque: Hameed; Ali, Ibrahim, Nadhim e Ismael; Natiq; Kareem (Tareq), Attwan, Luaibi e Adnan; Abdulraheem (Ahmed). Técnico: Abdulghani Alghazali
 
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
 
Árbitro: Ovidiu Hategan (Romênia)
 

 

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