Dívida no cartão fica 5 vezes maior em um ano
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Quem tem dívida sabe o sufoco que é para pagá-la em meio a uma taxa de juros tão alta como é a de hoje. Principalmente se essa dívida está no cartão de crédito e no cheque especial, duas dívidas mais caras do Brasil hoje, e que 80% dos brasileiros endividados têm.
Enquanto a taxa Selic – a taxa básica de juros da economia – está em 14,25% ao ano, em janeiro, o juros do cartão chegou a 14,56% mensal, e o cheque especial, a 10,96% ao mês. Isso quer dizer que uma dívida no cartão de crédito, ao deixar de ser paga, chega a ficar cinco vezes maior em um ano.
No cheque especial, o valor devido fica quase quatro vezes maior no mesmo período. Por isso, especialistas alertam para ter cuidado para não cair na chamada armadilha financeira, a famosa bola de neve das dívidas.
“O cartão de crédito é um bom instrumento, o problema é quando as pessoas gastam ali mais do que podem e entram no rotativo. Aí vai acontecer aquilo, a dívida de R$ 1 mil fica em mais de R$ 5 mil num período de 12 meses. O grande problema é entrar no juro rotativo. A linha com maior inadimplência é o cartão, chega a 40%. Os juros altos criam um círculo vicioso: o banco sobe a taxa para compensar a inadimplência, mas os juros altos fazem com que as pessoas não consigam pagar”, explica Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Hoje, no país, o principal vilão das dívidas é o cartão de crédito e, em segundo, o cheque especial, pontua o economista e professor da UVV, Antonio Marcus Machado. “Diante da situação em que está o país, a tendência é de aumentar a dificuldade para pagar as dívidas, por causa da inflação que corrói o salário. Os juros aumentam exponencialmente as dívidas e chega a um ponto que fica impossível de pagar. Aí só com negociação para resolver. Esses juros absurdos travam a economia porque impedem o consumo”, diz.
Com a inflação já pressionando os salários, ter que pagar juros – ainda mais tão altos – pode acabar com o planejamento financeiro de uma família, analisa Eduardo Araújo, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon).
“Quando os juros chegam a 400% ao ano, eles passam a ser uma despesa mensal. É como se retirasse da pessoa uma parcela da renda. Se já tenho um salário apertado, fica muito difícil. A maior parte das pessoas endividadas não planeja suas aquisições, seus gastos. Os juros são o preço que as pessoas pagam por antecipar a decisão de compra”.
Por isso, planejar o gasto é uma a principal dica para não se endividar. “O ideal é se programar para gastar 80% da renda. E os outros 20% deixa guardado para comprar bens”, diz Araújo.
Fonte: Gazeta Online
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