Festa dos Pescadores de Piúma – o resgate de memórias e tradições
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A Festa de São Pedro é realizada em Piúma há mais de 60 anos e contou com um grande incentivador, o mesmo que deu nome à Praça onde o evento ocorre: Oenes Taylor – devoto fiel do padroeiro da cidade.  Oenes assumiu a festa de São Pedro e lutou pela mesma durante 20 anos. A partir de graças alcançadas, sua devoção ao santo aumentava mais e mais.
 
Dentre alguns milagres conhecidos pelos amigos e familiares, na vida do sr. Oenes está o de sua filha Elizabeth, que fora encontrada boiando nas águas do rio, próximo à sua casa. Conta-se que no desespero com a filha em seus braços, já sem respiração, seu Oenes chamou por seu protetor e disse que daquele momento em diante ela não era mais sua filha e sim de São Pedro. E o milagre aconteceu, a menina voltou a respirar.
 
A festa ganhou um padrinho e roupagens especiais. Hoje é o principal evento tradicional em Piúma.  É uma festa feita para os pescadores, para a população, para os piumenses.
 
No início da Festa de São Pedro existiam brincadeiras que ainda estão na programação, como forma de resgatar a tradição. Tem histórias, lembranças, memórias, saudades.
 
Onde é que se vê na atualidade disputa de corrida no saco, ovo na colher, pau de sebo, dinheiro no mangue? Isto é coisa de Piúma, não é Berola?
 
De acordo com a secretária de Cultura de Piúma, Jéssica Andrade, a Festa dos Pescadores em Piuma é a festa cultural mais esperada. “Acontece a mais de 60 anos e com toda certeza é o evento que vive no coração de todos os piumenses pela sua tradição e magia única que envolve todos os munícipes. O resgate das brincadeiras, o churrasco, e a diversidade de atrações que envolve todas as idades num só evento é a nossa meta e o marco dessa administração”, frisou.
 
As brincadeiras no Porto sempre envolviam a todos, a corrida com o ovo na colher, as gincanas, o pau de sebo. Ah, Festa dos Pescadores sem romaria, não é festa, sem show de calouros, não rola, sem alvorada, nem pensar.
 
 
 
 
Antigamente as mães faziam roupas novas para os filhos só na festa de São Pedro, assim como compravam sapatos. Na cidade tinham as costureiras famosas que faziam as roupas novas: Dona Mariazinha de Jairo, dona Rosinha de Seu Alércio, e dona Osilha famosa, dona Calú, antiga. “Como me lembro das brincadeiras na beira do Porto, era gato na talha, o pau de sebo, a corrida de saco com ovo na colher, tinha a brincadeira do porco, eles colocavam o animal lá no meio de rio, tinha de ir nadando e voltar om ele agarrado no colo, não podia derrubar”, contou Sila Taylor.
 
Antigamente, a Festa de São Pedro promovia o grande encontro do povo de Piúma com as suas raízes e costumes.
 
Lembrou a pedagoga Jorgiane Taylor momentos inesquecíveis da Festa antigamente.       “A gente adorava quando estava chegando o dia da festa. Era muito bom brincar nas barcas do parque. Quando o parque chegava na cidade já era o prenúncio da festa. As brincadeiras no Porto sempre existiram, o alarde, a corrida com o ovo na colher, as gincanas. O almoço com os pescadores, tudo era maravilhoso. A Festa de São Pedro é a nossa festa”, disse Jorgiane.
 
 
FONTE ESPÍRITO SANTO NOTÍCIAS
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