Lama deixa rastro de destruição e morte em Baixo Guandu
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Um rastro de destruição e morte. É assim que estão as margens do Rio Doce, em Baixo Guandu, no interior do Estado, depois que a lama passou pelo município. Centenas de peixes e camarões mortos sendo espalhados pela correnteza e outros peixes agonizando, na superfície da água, em busca de oxigênio. Esse é o cenário esculpido pelos rejeitos das barragens que estouraram em Mariana, no Estado de Minas Gerais.
“Eu cresci ao redor do Rio Doce. É chocante ver os peixes lutando pela vida sem poder fazer nada. Olhando assim, é possível ver o rio morrendo diante dos nossos olhos”, lamenta o pescador Ângelo Fernandes Lima, 42, que reside no Distrito de Mascarenhas e sempre utilizou a pesca para sustentar a família. Sem saber ao que recorrer para sobreviver, ele confessa que “quase não tem mais esperanças”.
Quem também admite a dificuldade de lidar com essa realidade, é Adroaldo Gonçalves Filho, 58, pescador desde criança. “O que vamos fazer a partir de agora para sustentar nossas famílias? Nossa situação é triste demais.”
E a situação pode ser mais assustadora, porque ontem a lama havia apenas chegado abaixo da barragem de Mascarenhas. Segundo os pescadores, hoje é que será possível ver a real dimensão da mortandade, já que, em geral, os peixes boiam cerca de 20 horas após a morte.
Fonte: Gazeta Online

 

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