Nova profissão e salário menor para vencer o desemprego
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A crise econômica fez com que milhares de profissionais perdessem seus empregos no último ano. Com a escassez de novas oportunidades, e até a necessidade de se manter economicamente, o que se observa é que muitos desempregados estão procurando vagas fora de suas áreas de formação ou até mesmo aceitando receber uma remuneração menor do que a anterior. Mesmo diante desse cenário, esses profissionais acreditam que dias melhores virão.

É o caso de Tamara Pagotto que é formada em Enfermagem e trabalha há um mês como vendedora em uma loja de shopping. Ela conta que depois da formatura, em 2012, não conseguiu emprego, pois o mercado não aceita pessoas sem experiência, apesar de ter feito o estágio obrigatório. Sem a tão sonhada vaga de enfermeira, ela resolveu morar por um tempo no Rio de Janeiro e se especializar em esterilização.
Ao voltar para o Estado, atuou como gestora de produção, mas o novo ofício não deu certo por aqui. “Quando me desliguei da empresa, fiz um curso de comissária de bordo. Cheguei a passar na prova da Agência Nacional de Aviação Civil, mas este segmento não está contratando. No ano passado, voltei a entregar currículo em diversos hospitais para atuar como enfermeira e também não obtive sucesso. Com o tempo, percebi que esta carreira é muito desvalorizada e desrespeitada. Quem trabalha nessa área é porque tem muito amor pela profissão”, lamentou Tamara.
A jovem se diz triste com a profissão e que muitos de seus colegas não atuam na área. “Nem penso mais em atuar como enfermeira. Minha ideia é abrir um negócio próprio, talvez na área de estética para aproveitar a minha formação”, disse.
Já Daise Dalcol ocupava o cargo de assistente financeiro, foi desligada e conseguiu se recolocar depois de dois meses desempregada. Ela está há um ano trabalhando em um hospital em Vitória e apesar de atuar na mesma função, hoje tem uma remuneração menor.
“Sou formada em administração e quando fui demitida, não tinha interesse em receber o seguro desemprego. O que queria era voltar logo para o mercado até mesmo por causa da minha idade, pois já passei dos 40 anos. A expectativa é de que as coisas melhorem e o que eu quero é mostrar o meu trabalho para começar a pleitear aumento salarial, promoção ou um cargo melhor. O hospital está se reestruturando e acredito estar crescendo junto com eles”, disse.
Essa mudança de postura profissional vem com o aumento do desemprego, que alcançou índice de 7,6% em janeiro, segundo dados do IBGE, o maior para o mês desde 2009, quando atingiu 8,2%.
Os riscos
Foco
O foco da “crise” deve estar na solução e não no problema! Se está disponível no mercado, busque a estratégia certa para encontrar o emprego dos seus sonhos. De nada vai adiantar se fechar no problema e ficar lamentando.
Remuneração menor
Aceitar um salário muito abaixo de suas necessidades pode gerar insatisfação a curto ou médio prazo, o que é muito ruim e pode comprometer seu engajamento para com a organização. O mesmo vale ao aceitar um cargo menor do que sua qualificação.
A volta por cima
Currículo
Prepare um novo currículo, cuidando para que o mesmo atenda os requisitos de modelo e informações do mercado atual.
Autoconfiança
Fortaleça a autoconfiança, buscando histórico e foco em suas conquistas anteriores e não em suas perdas.
Estratégias
Trace estratégia acertadas e assertivas de busca de novas oportunidades. Ter um plano de ação com datas estabelecidas.
Fonte: Martha Zouain, diretora da Psico Store
É importante manter contato com a profissão
Mesmo que você tenha que fazer algo diferente da sua área profissional para sobreviver financeiramente, é importante não perder totalmente a conexão com a sua carreira. A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Espírito Santo (ABRH), Kátia Vasconcelos, lembra que o país já sofreu outras crises e que este momento vai passar.
“Há riscos para a pessoa que decide ocupar posição de menor qualificação, pois ela vai acabar se habituando a baixa exigência. O mercado em crise é passageiro e o que esse profissional precisa é cuidar da qualificação dele. Os aspectos comportamentais também estão em jogo neste momento. Aceitar qualquer coisa vai fazer com que ele faça atividade com baixa entrega, vai comprometer sua reputação e sua a imagem profissional”, avaliou Kátia.
Já a psicóloga e diretora da Psicoespaço, Maria Teresa Cardoso, diz que algumas empresas oferecem salários menores, mas, pelo que ela observa, alguns profissionais preferem não aceitar. “Alguns trabalhadores de áreas de Tecnologia da Informação, Recursos Humanos e Direito, por exemplo, preferem esperar o cenário melhorar do que aceitar ganhar menos”, disse.
Fonte: Gazeta Online

 

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