Pastores não respondem a todas as perguntas em audiência no ES e pai de Kauã é detido
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Os pastores Georgeval Alves e Juliana Sales exerceram o direito de ficarem calados na maior parte das perguntas feitas a eles durante audiência desta terça-feira (19), no Fórum de Linhares, Norte do Espírito Santo. Eles responderam, apenas, um questionário tabulado pela defesa.

A sessão do caso da morte dos irmãos Joaquim em Kauã, mortos em abril de 2018, terminou no meio da tarde. O pai de Kauã, Rainy Butkovsky, acabou preso do lado de fora do Fórum depois de discutir com um juiz.

Ele foi levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) para prestar depoimento.

Foi o juiz da Vara da Infância de Linhares, Carlos Abad, que deu voz de prisão a Rainy por desacato, quando a família dele protestava do lado de fora do Fórum durante a saída dos pastores. A confusão foi registrada pela TV Gazeta.

O assistente de acusação e advogado que representa a família de Rainy, Sinderson Vitorino, disse que considera a voz de prisão ilegal e que vai entrar com uma representação contra o juiz.

"Meu cliente não violentou ninguém, não fez nada de errado. Vamos entrar com uma representação tanto na Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Espírito Santo quanto na delegacia, por abuso de autoridade", falou.

Familiares que estiveram com Rainy durante todo o dia, na porta do Fórum, também criticaram a prisão.

"Nós estamos aqui pedindo justiça por duas crianças que foram mortas por um pai e um padrasto e por uma mãe omissa. Ela tá solta e o meu filho tá preso. Quero saber que Justiça é essa, meu filho não fez nada, tá tudo gravado", alegou a mãe de Rainy, Marlúcia Butkonsky.

O juiz Carlos Abad, por sua vez, explicou à reportagem da TV Gazeta o motivo de ter dado voz de prisão ao pai de Kauã: A audiência
Juliana Sales chegou ao Fórum por volta de 8h50, acompanhada de três advogados. Eles entraram sem falar com a imprensa. Georgeval Alves chegou em uma viatura do sistema penitenciário por volta de 9h40. Houve manifestação com a chegada dele.

Segundo o advogado e assistente de acusação Sinderson Vitorino, que acompanha o processo, estavam previstas que três testemunhas também fossem ouvidas na sessão, mas uma, que era voluntária, não compareceu.

Também estava previsto que os pastores respondessem aos questionamentos em audiência, mas eles exerceram o direito de permanecerem calados.

"Eles se recusaram a produzir fala a partir das perguntas da acusação e dos assistentes de acusação. Era a oportunidade que eles teriam de falar e de esclarecer as suas situações, mas preferiram não fazer. Responderam apenas um questionário tabulado pela defesa, que já tinha uma fala ensaiada, costurada, uma fala que não conseguiu convencer ninguém", falou o advogado.

Mais de 30 pessoas já prestaram depoimento em audiências, que aconteceram não só no Espírito Santo, mas também em Minas Gerais e Bahia. O motivo é que testemunhas ligadas ao caso residem nesses estados.

Depois desta audiência, novos procedimentos devem acontecer no caso, que se encontra em fase intermediária.

"Abre-se um debate entre acusação e defesa que pode ser substituído por alegações finais escritas. Depois, o juiz dá uma sentença. Se a defesa de Georgeval e Juliana não manejarem nenhum tipo de recurso, acredito que nesse ano ainda se instaura o Tribunal do Júri", explicou o advogado Sinderso

FONTE: G1 ES

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