Pesquisadores do ES são destaque no Brasil e no Mundo
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Das terras capixabas para o mundo. Pelo profissionalismo, pioneirismo e criatividade aplicados em pesquisas em áreas como saúde, medicina e alimentação, pesquisadores capixabas ganham até destaque internacional e chegam a integrar comitês e grupos de pesquisa ao redor do mundo.
 
Vacina contra a dengue, análise de alimentos contaminados por agrotóxicos, diagnóstico e acompanhamento médico à distância, um robô que ajuda crianças com autismo, um carro que anda sozinho e pesquisas na atenção e controle de doenças como tuberculose são alguns dos exemplos.
No mês passado, a vice-reitora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Leonor Noia Maciel, foi convidada a integrar o comitê técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) que vai auxiliar os países com elevados índices de tuberculose a combater a doença. Segundo a universidade, Ethel foi indicada por se destacar na área de pesquisa, prevenção, atenção e controle da doença.
 
“A proposta deste grupo organizado pela OMS é criar uma base metodológica, utilizando modelos epidemiológicos e econômicos para auxiliar países com alta carga da doença, elegendo prioridades de pesquisas de impacto para serem incluídas em planos nacionais de combate à doença”, assinala.
Uma invenção capixaba que ganhou o mundo é o robô autônomo para interação com crianças com autismo, batizado de Maria. Desenvolvido pelo grupo de pesquisa em Robótica e Automação do Departamento de Engenharia Elétrica da Ufes, sob coordenação do pesquisador Teodiano Freire Bastos, o Maria faz até “pirraça” quando as crianças não querem brincar.
 
“Somos os pioneiros no mundo. O robô consegue localizar crianças sozinhas, fazer reconhecimento facial, reconhecer microexpressões até pelo rubor da pele das crianças”, explica o pesquisador. Maria já foi apresentado na Espanha e foi um sucesso, segundo ele.
 
Falando em pioneirismo, um projeto de Pesquisas de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Vila Velha, vem realizando análises de alimentos como o tomate, o pepino e até o vinho, para investigar a presença de agrotóxicos.
 
“Temos encontrado agrotóxicos até em alimentos vendidos como orgânicos. Até agosto deste ano, teremos um panorama dos principais alimentos produzidos”, explica o doutor em Ciências de Alimentos e coordenador da pesquisa, Rodrigo Scherer. Em 2015, o grupo fez análises para o programa Profissão Repórter da TV Globo. Conheça mais pesquisas desenvolvidas no Estado na página ao lado.
 
Pesquisas em evidência
Vacina contra a dengue
Quem faz
No Estado, um dos líderes da pesquisa internacional é o médico e diretor do Núcleo de Doenças Infecciosas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Reinaldo Dietze
 
A pesquisa
Em 2014, ano do lançamento, 21 mil pessoas receberam a vacina, incluindo 800 do Estado. A eficácia para os tipos 3 e 4 da dengue foi de 70%, já para os tipos 1 e 2, foi de aproximadamente 50%. A pesquisa continuará por mais dois anos para confirmação da eficácia, segundo Dietze.
 
Análise de agrotóxicos em alimentos
Quem faz
As análises são realizadas pelo projeto de pesquisas de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Vila Velha (UVV), sob coordenação do farmacêutico e doutor em Ciências de Alimentos, Rodrigo Scherer.
 
A pesquisa
Algumas análises foram destaque nacional no programa Profissão Repórter da TV Globo, no ano passado. A linha de pesquisa é pioneira e única no Estado e já comprovou agrotóxicos até em alimentos comercializados como sendo orgânicos.
 
Sucesso
Um dos trabalhos que deram notoriedade ao grupo foi a descoberta da comercialização ilegal da semente da planta Chapéu de Napoleão como sendo Noz da Índia, que promete emagrecimento. Ambas são tóxicas, mas a primeira provocou até óbito, em 2013, segundo Scherer.
Telemedicina
Quem faz
O grupo de pesquisa “Processamentos de Sinais da Telemedicina” do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), liderado pelo doutor em Engenharia Elétrica Rodrigo Varejão Andreão.
 
Telessaúde
É uma plataforma na internet que permite que profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBS) encaminhem requisições e esclareçam dúvidas com especialistas remotamente. Funcionando desde 2012, a plataforma é financiada pelo Ministério da Saúde (MS) e tem 3.500 profissionais cadastrados.
 
Telecardiologia
O serviço viabiliza o telediagnóstico, pois permite o envio de fotos e exames de eletrocardiograma para que especialistas possam oferecer diagnóstico remotamente. Já é utilizado pelo SUS.
 
Telemedicina Familiar
Ainda em fase de elaboração, o projeto permitirá que pacientes crônicos (diabetes e hipertensão) utilizem uma plataforma na internet para armazenar, por celular, tablet ou computador, informações dos aparelhos de aferição, de modo que os profissionais de saúde possam acessar remotamente.
 
Organização Mundial da Saúde
Quem faz
Por se destacar na área de epidemiologia de doenças infecciosas como a tuberculose, a vice-reitora da Ufes, Ethel Leonor Noia Maciel, professora e pesquisadora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), foi convidada, em fevereiro deste ano, para integrar o comitê técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS). O comitê vai auxiliar países com elevados índices de tuberculose a combater a doença.
 
Realizações
Participou como representante do Brasil na OMS em 2013, para a definição da “Estratégia global e metas para a prevenção, atenção e controle da tuberculose pós-2015”.
Monitoramento cardiovascular
 
Quem faz
O médico e professor da Ufes José Geraldo Mill é um dos pesquisadores do grupo de trabalho internacional ECHONormal que envolve 28 instituições de todo o mundo. Vitória é a única base no Brasil
 
A pequisa
A pesquisa tem como objetivo criar padrões de referência para ecocardiograma que identifiquem idade, sexo e grupo étnico, já que existem variações entre as etnias, segundo o professor. Hoje, os padrões tem como referência apenas a idade. Atualmente, 1.860 capixabas compõem a base, que tem mais de 20 mil pessoas.
 
Novo teste de pólvora
Quem faz
A tradicional detecção de pólvora nas mãos para identificar o atirador do crime pode ganhar mais precisão com uma pesquisa que está sendo desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Química da Ufes.
 
Como funciona
Enquanto no antigo método detecta o chumbo, que pode ser encontrado em vários objetos, a pesquisa tenta identificar também outros dois elementos: bário e antimofo. Os primeiros testes foram feitos em corpos e agora vão testar em casos reais.
 
Robô para crianças autistas
Quem faz
Robô autônomo para interação com crianças com autismo foi desenvolvido pelo grupo de pesquisa em Robótica e Automação do Departamento de Engenharia Elétrica da Ufes, sob coordenação do pesquisador Teodiano Freire Bastos.
 
Como funciona
Criado há três anos e pioneiro no mundo, o robô já está na segunda versão e tem como objetivo ajudar a despertar o interesse em crianças autistas e, assim, estimular a interação com as pessoas. O sistema localiza crianças sozinhas e além de reconhecimento facial, reconhece rubor da face que indica emoções.
 
Carro Autônomo
Quem faz
Desenvolvido no Laboratório do Departamento de Informática (LCAD), sob coordenação do professor Alberto de Ferreira.
 
Como funciona
O carro autônomo pode ser usado por pessoas com algum tipo de paralisia e já circula na Ufes. Por enquanto, é possível que o carro receba comandos via celular e tablet. Ele só não foi testado nas ruas ainda porque é preciso colocar placa no carro, o que tem esbarrado na burocracia.
Fonte: G1

 

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