Samarco garante que não vai demitir nos próximos 50 dias
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O diretor de operações e infraestrutura, Kléber Terra, e o gerente geral de meio ambiente e licenciamento, Márcio Perdigão, disseram que serão dadas licenças a cerca de 5 mil trabalhadores de Minas Gerais e Espírito Santo e depois férias coletivas.
O rompimento de duas barragens de rejeitos de minério da Samarco aconteceu na quinta-feira (5) e causou uma enxurrada de lama no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A lama também chegará ao Espírito Santo e deve afetar o abastecimento de água de Baixo Guandu, Colatina e Linhares.
Na coletiva, os representantes explicaram que a partir desta terça-feira alguns funcionários já entram de licença remunerada e depois serão dadas férias coletivas, até o dia 4 de janeiro de 2016. No Espírito Santo são cerca de 2,5 mil trabalhadores. Depois dessa data será avaliado o futuro da empresa. 
Sobre a possiblidade de futuras demissões, após o dia 4 de dezembro, Kléber Terra disse que esse não é um assunto a ser discutido no momento. "A tragédia é muito recente, ainda não conseguimos pensar em ações a longo prazo. As questões emergenciais de curto prazo é que precisam ser discutidas", disse.
Seguro
Questionados sobre o seguro para cobertura dos prejuízos com o acidente, Kléber Terra disse que tem ações seguradas e que os valores são condizentes com o porte da empresa, mas não informou esses valores, alegando que teria que consultar o setor jurídico da Samarco. Também disse que as seguradoras são de porte mundial, sem informar quais são.
 
"Nesse momento a gente iniciou a conversa com as seguradoras, pois são várias seguradoras. São seguros de porte mundial, de diversos países", limitou-se Kléber.
Rebaixamento
A agência de classificação de risco Fitch colocou nesta terça-feira (10) as notas da dívida da mineradora Samarco em observação negativa, para um possível rebaixamento, após o rompimento de duas barragens de resíduos nas cidades de Mariana e de Ouro Preto, em Minas Gerais.
Impactos ambientais
Sobre os impactos ambientais, Márcio Perdigão disse que a empresa está trabalhando no plano de recuperação das áreas afetadas e está acionado empresas internacionais com experiência nesse tipo de desastre.
"Temos monitorado a situação do Rio Doce diariamente, estamos com profissionais distribuídos ao longo do rio. Já estamos desenvolvendo e começando a trabalhar com o plano de recuperação dessas águas. Estamos chamando empresas intenacionais que têm experiência em eventos similares com o que tivemos aqui e o cronograma de ações será apresentado para aprovação dos órgãos comepetentes", disse.
Desabrigados
Os representantes disseram que os desabrigados estão em hotéis, mas que a empresa está se preparando para realocar essas pessoas em casas alugadas e mobiliadas. Disseram também que vão dar todo o apoio necessário às vítimas.
Kléber Terra também informou que a empresa já distribuiu mais de 10 mil kits de água para as pessoas afetadas pelo acidente e disse que esses kits tem sido suficientes no momento.
Lama deve chegar na sexta
Os rejeitos do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, têm uma nova previsão para chegar ao Espírito Santo. Segundo o boletim emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a onda de lama deve chegar a Baixo Guandu, nesta sexta-feira (13).
Já em Colatina, a previsão é que chegue entre o sábado (14) e o domingo (15). Em Linhares, última cidade a ser afetada pela onda de lama, deve chegar entre a segunda (16) e a terça-feira (17).
Multa
A Secretaria de Meio Ambiente do Espírito Santo informou que vai lavrar uma multa à Samarco. Segundo o secretário Rodrigo Júdice, o valor ainda não foi calculado, mas vai ser proporcional ao patrimônio da empresa, bem como ao dano causado.
Nesta manhã, a usina de Mascarenhas, em Baixo Guandu, Noroeste do Espírito Santo, abriu três comportas. Esta é uma estrategia adotada para diminuir os efeitos da enxurrada de lama das barragens da Samarco.
A reportagem sobrevoou a região e, no final da manhã, os rejeitos de mineração estavam na divisa do Espírito Santo com Minas Gerais, na cidade de Resplendor, a 43 km de Baixo Guandu.
 
Assim que a lama chegar ao primeiro município capixaba, o abastecimento de água será interrompido. A Defesa Civil e os bombeiros monitoram a região que margeia o Rio Doce. O nível já começou a ficar mais elevado, entre 30 e 40 cm, e, por isso, a preocupação é retirar a população que vive às margens do leito.
Água turva
Em Baixo Guandu, por volta das 5h, alguns moradores começaram a chegar na ponte sobre o Rio Doce para esperar pela chegada da lama, mas só viram a água mais turva.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) informou que esta água turva, que vem antes da lama, chegou ao município por volta das 22h desta segunda-feira (9).
A turbidez identificada anteriormente pelo Saae trata-se da água vinda da barragem de Aimorés, que, como aconteceu em outras cidades, chega, em média, 24 horas antes da onda de lama.
O tratamento de água no município de Baixo Guandu segue normal, nesta terça-feira (10).
 

 

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