Uso de programa de milhagens de cartões cresce em tempo de dinheiro curto
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Em meio à crise econômica, o consumidor que vê o bolso cada vez menos cheio tem buscado formas de economizar. Uma delas é com os cartões de milhagens ou de pontos. É o que mostram os números das empresas do setor.
 
Em 2015, as empresas que compõem a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) registraram faturamento bruto de pontos de R$ 5,04 bilhões, um crescimento de 27,1% em relação a 2014. O número de cadastros de participantes também aumentou: chegou a 70,7 milhões, 20% maior em relação a 2014, quando era de 58,7 milhões. As informações são referentes a cinco das maiores companhias do segmento, associadas à associação.
 
De acordo com o presidente da ABEMF, Roberto Medeiros, todos os setores da economia são impactados pelo cenário econômico, mas a possibilidade de acumular e trocar pontos ou milhas é um benefício que ganha mais relevância em momentos mais desafiadores, como o atual.
“Em um cenário de crise, o consumidor tende a ficar mais atento e buscar oportunidades para economizar, como é o caso dos programas de fidelidade. Além disso, o mercado ainda é iniciante no país, alcança entre 8% e 10% da população, por isso, a entrada de novos participantes é comum. Têm peso também a evolução dos programas e a ampliação das ofertas de acúmulo e resgate de pontos e milhas, quem já participa deste tipo de iniciativa tende a se engajar mais na utilização dos programas”, pontua.
 
Segundo ele, para o cliente, o principal benefício é acumular pontos nas compras do dia a dia e trocar por produtos e serviços, como passagens aéreas, produtos para casa, itens de alimentação, entretenimento. “Em um cenário de crise, esse tipo de iniciativa oferece a oportunidade de economia para o varejo, uma vez que é mais barato manter um consumidor do que conquistar novos”, destaca Roberto.
 
As empresas de fidelização, diz ele, ganham quando um consumidor transfere sua pontuação para determinado programa.
 
Para o economista e professor da UVV Mário Vasconcelos, esses programas podem trazer benefícios à medida que oferecem descontos ou até produtos e serviços de graça. “Neste momento de crise, tudo que a gente puder ganhar de forma correta é importante. A tendência é de que esse tipo de programa cresça. Isso pode ser uma força propulsora para o comércio, para a empresa que adota um programa desse”, destaca.
 
A educadora financeira da Dsop, Lorena Milaneze, dá dicas para usar melhor os programas de pontos. “Se o consumidor souber lidar com o cartão de crédito de forma controlada, dá para realizar muita coisa, desde comprar produtos até passagem de avião. O ideal é fazer uma programação de quantas milhas vencem a cada mês e, se não der para trocar coisas de valores altos, comprar coisas menores. É vantajoso para não gastar dinheiro quando quiser comprar alguma coisa”.
Como acumular mais pontos?
 
Fazer uma programação
 
Muita gente se inscreve nos programas de fidelidade mas não acompanha os pontos que estão expirando. O ideal é fazer uma programação de quantas milhas vencem a cada mês para não perdê-las.
 
Não deixar expirar
 
Na maioria dos programas de fidelidade, as milhas vencem de tempos em tempos. Se os pontos não dão para comprar uma passagem de avião, por exemplo, veja se dá para trocar por algum produto de valor mais baixo.
 
Acumular duas vezes
 
Em vários lugares, é possível pagar no cartão de crédito, onde se acumula pontos, e no cartão do programa de fidelidade, assim o consumidor acumula pontos duas vezes.
 
Acompanhar promoções
 
De tempos em tempos, os próprios programas de pontos fazem promoções para que as milhas sejam trocadas.
 
Vender milhas
 
Em alguns sites e para algumas empresas, é possível vender milhas, ou seja, ganhar dinheiro.
 
Os cuidados
 
Controle do cartão
 
Hoje o maior juro do mercado é o do cartão de crédito. Como boa parte dos pontos são acumulados no cartão, é preciso ter cuidado e planejamento para não se enrolar.
 
Atento ao limite
 
Quem passa todas as compras no cartão para acumular milhas deve ficar atento, pois se usar sempre o limite, ele vai aumentando.
 
Fonte: A Gazeta

 

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