Empresários do ES são alvo de operação da PF por lavagem de dinheiro e evasão de divisas

  • 13/01/2022
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Empresários do ES são alvo de operação da PF por lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Um empresário de 44 anos, morador de Vitória, foi preso na manhã desta quinta-feira (13) suspeito de envolvimento em um esquema milionário de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.

A prisão aconteceu durante a Operação Masqué, realizada pela Polícia Federal. Na mesma ação, um empresário de 47 anos, que mora em Vila Velha, na Grande Vitória, passou a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

Outro empresário, que também era alvo dos agentes, não foi encontrado e passa a ser considerado foragido pela Justiça Federal. O nome dele irá para a lista de foragidos da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), composta por 190 países.

A Polícia Federal não informou a identidade dos empresários. Contudo, segundo as investigações, realizadas em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal, os três fazem parte de uma organização criminosa de lavagem de dinheiro, crime que consiste em encobrir a origem de um dinheiro obtido de forma ilegal.

Para fazer com que os recursos parecessem legais, os criminosos compravam imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros.

Além disso, eles também são investigados pelo crime de evasão de divisas, quando quantias são enviadas ao exterior sem a devida declaração.

O empresário preso já foi encaminhado ao presídio, em Viana.

Fases da Operação

Os mandados de prisão preventiva contra os empresários são resultado da terceira fase da operação Masqué. Na primeira fase dessa mesma operação, ocorrida em 2019, a Justiça decretou o sequestro de dezenas de imóveis que pertenciam aos envolvidos, totalizando cerca de R$ 40 milhões.

Nesta primeira etapa, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e até mesmo repetiam documentos para enviar dinheiro para outros países.

Já na segunda fase da operação Masqué, em 2021, a PF investigou o crime de lavagem de dinheiro por parte desse mesmo grupo. Além dos bens adquiridos para encobrir o dinheiro ilegal, a organização também fazia empréstimos fora do mercado formal de crédito.

Os empresários envolvidos responderão pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Por g1 ES


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